sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PRAÇA ANA DE ALBUQUERQUE

Trecho dos mais antigos da cidade, a Praça Ana de Albuquerque começou a adquirir feição urbana, em 1836, com a construção do Colégio do Padre Rolim. Teve, inicilamente, a denominação de Rua do Colégio, embora, em 1830, contasse, apenas, com três casas. Posteriormente, já no século XIX, recebeu o nome de Rua Monsenhor Constantivo Vieira. Com o desenvolvimento urbano da cidade, o Prefeito Arsênio Rolim Araruna entendeu de dasapropriar dois prédios que separavam aquela pequena artéria da Praça Ana de Albuquerque (carinhosamente chamada de Praça Mãe Aninha) o que facilitou a demolição das seis casas ali existentes, dando oportunidade ao Prefeito Octacílio Jurema de juntar as duas praças em uma só.

Pelo decreto Municipal nº 47, de 18 de novembro de 1946, o Prefeito Manuel Lacerda mudou o nome daquele pequeno logradouro público, restaurando a denominação de Praça Ana de Albuquerque com a supressão do termo Mãe Aninha, que tanto se ajustava à edificante tradição da família cajazeirense, no seu comovente culto à memória daquela que, em sua atividade de parteira, constituiu um símbolo de amor e dedicação maternal a todos que nasceram em Cajazeiras, nos primeiros anos de sua formação urbana. A praça foi construída e urbanizada pelo Prefeito Joaquim Matos Rolim, em homenagem ao Padre Rolim, com a ereção, naquele local, em 1937, do busto do renomado educador cajazeirense.

Construído ali o prédio do colégio, em 1836, logo se desenvolveu a cidade, acompanhando o crescimento do célebre estabelecimento de ensino do Padre Rolim. Com o seu fechamento, na seca de 1877, o velho casarão do colégio continuou apenas, como residência do benemérito educador. No início do século passado, após nova interrupção nas atividades do colégio, passou a abrigar, por algums tempo, a escola pública estadual. Em 1915, com a reabertura do colégio por D. Moisés Coelho, passou o prédio por algumas reformas para as novas instalações do educandário e, posteriormente, para o funcionamento da Escola Nornal. Em 1934, D. João da Mata Andrade Amaral promoveu nova reconstituição do rédio, transformando-o em moderno e elegante edicício de dois pavimentos que, em seu conjunto, ocupou todo espaço fronteiriço à praça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário