Trecho dos mais antigos da cidade, a Praça Ana de Albuquerque começou a
adquirir feição urbana, em 1836, com a construção do Colégio do Padre
Rolim. Teve, inicilamente, a denominação de Rua do Colégio, embora, em
1830, contasse, apenas, com três casas. Posteriormente, já no século
XIX, recebeu o nome de Rua Monsenhor Constantivo Vieira. Com o
desenvolvimento urbano da cidade, o Prefeito Arsênio Rolim Araruna
entendeu de dasapropriar dois prédios que separavam aquela pequena
artéria da Praça Ana de Albuquerque (carinhosamente chamada de Praça Mãe
Aninha) o que facilitou a demolição das seis casas ali existentes,
dando oportunidade ao Prefeito Octacílio Jurema de juntar as duas praças
em uma só.
Pelo decreto Municipal nº 47, de 18 de novembro de
1946, o Prefeito Manuel Lacerda mudou o nome daquele pequeno logradouro
público, restaurando a denominação de Praça Ana de Albuquerque com a
supressão do termo Mãe Aninha, que tanto se ajustava à edificante
tradição da família cajazeirense, no seu comovente culto à memória
daquela que, em sua atividade de parteira, constituiu um símbolo de amor
e dedicação maternal a todos que nasceram em Cajazeiras, nos primeiros
anos de sua formação urbana. A praça foi construída e urbanizada pelo
Prefeito Joaquim Matos Rolim, em homenagem ao Padre Rolim, com a ereção,
naquele local, em 1937, do busto do renomado educador cajazeirense.
Construído
ali o prédio do colégio, em 1836, logo se desenvolveu a cidade,
acompanhando o crescimento do célebre estabelecimento de ensino do Padre
Rolim. Com o seu fechamento, na seca de 1877, o velho casarão do
colégio continuou apenas, como residência do benemérito educador. No
início do século passado, após nova interrupção nas atividades do
colégio, passou a abrigar, por algums tempo, a escola pública estadual.
Em 1915, com a reabertura do colégio por D. Moisés Coelho, passou o
prédio por algumas reformas para as novas instalações do educandário e,
posteriormente, para o funcionamento da Escola Nornal. Em 1934, D. João
da Mata Andrade Amaral promoveu nova reconstituição do rédio,
transformando-o em moderno e elegante edicício de dois pavimentos que,
em seu conjunto, ocupou todo espaço fronteiriço à praça.

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